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terça-feira, janeiro 31

7 Coisas que você não sabia sobre vírus


Conheça um pouco mais sobre o intrigante universo dos vírus e entenda por que todos devem se proteger dessas pragas.
Por Renan Hamann







Você se considera um verdadeiro mestre em segurança digital? Mesmo que a resposta seja “sim”, há muito sobre vírus e outros malwares (clique aqui e saiba tudo sobre esse e outros termos) que pouca gente conhece. Por isso, está na hora de conferir este artigo que o Tecmundo preparou para explicar a você, um pouco mais sobre esse curioso (e perigoso) mundo das pragas virtuais.

Confira as nossas dicas para conhecer um pouco mais sobre os arquivos maliciosos e saiba também que nem sempre basta possuir um antivírus atualizado e um firewall poderoso para estar completamente livre de ameaças.

1)Infecções não acontecem só com os outros

Não é difícil encontrar quem ache que as pragas virtuais só atingem os computadores dos amigos. Infelizmente isso é não é verdade, pois, como sabemos, todas as máquinas estão igualmente sujeitas a invasões ou contaminações. Por isso, é necessário que exista uma conscientização por parte dos usuários em relação às formas de utilização. Pode-se dizer até que alguns dogmas devem ser deixados de lado.

2) Mac e Linux também possuem vírus

Se você não utiliza o sistema operacional Windows, pode ficar um pouco mais tranquilo, mas isso não significa que descuidar completamente dos perigos existentes na internet é uma boa ideia. Dizer que o Mac OS X é invulnerável deixou de ser verdade há alguns anos. O mesmo se aplica às diversas distribuições do Linux, que podem ser muito estáveis, mas não são indestrutíveis.

Estima-se que aproximadamente 99% de todos os códigos maliciosos encontrados na internet foram criados para atingir o sistema operacional da Microsoft. O principal motivo para isso é a parcela de mercado ocupada pelo software (mais de 90% em todo o mundo), o que incentiva os crackers a encontrarem formas de burlá-lo.



É preciso lembrar que usuários maliciosos são movidos por seus egos. Quanto mais visível estiver o trabalho deles, mais satisfeitos ficam. Por isso há menos “glamour” em criar vírus ou outros malwares para os sistemas Mac e Linux. Com a crescente popularização destes, os perigos aumentam na mesma proporção.

Vulnerabilidades variam em cada SO

Como todos os sistemas operacionais são criados com suas próprias linhas de comando e outras peculiaridades, suas falhas também são únicas e não são repetidas em outros programas. Sabendo disso, ficam claros os motivos para que os vírus criados para Windows não sejam ameaças para outros sistemas operacionais.

3) Malwares vivem em ecossistemas

Pode parecer que os vírus são apenas arquivos sendo executados isoladamente, mas a verdade é outra. Vírus, trojans, worms e outros malwares trabalham de maneira complementar nos computadores. Por exemplo: um trojan armazenado em uma máquina pode ser ativado para que uma porta seja aberta. Assim, outras pragas podem entrar ou um cracker pode assumir o controle.

Outro tipo de invasão que ocorre com frequência pode ser exemplificada da seguinte maneira: arquivos maliciosos desativam apenas setores de firewalls, assim os computadores não emitem alertas de desativação da proteção residente e os crackers podem infectar os discos rígidos com mais vírus.

Eles vêm de muitos lugares

Já não é mais possível pensar que os vírus só são encontrados em páginas de conteúdo adulto ou ilegal, pois eles estão em todos os lugares. Hoje, um dos maiores disseminadores de pragas virtuais são os pendrives. Em faculdades, escolas ou empresas, pendrives são "espetados" em máquinas infectadas e assim começa uma "epidemia".



Não podemos nos esquecer dos emails contaminados, frutos de contas invadidas ou listas de contatos perdidas. Com eles são repassados milhões de arquivos ou links infectados, todos os dias. Ressaltamos: é extremamente importante tomar cuidado com todos os tipos de mensagens abertas e mídias inseridas nos computadores.

4) Computadores podem ser zumbis

Pois é, você não leu errado. Há um tipo de praga virtual conhecido como botnet, que transforma os computadores infectados em computadores zumbis. Essas máquinas podem ser controladas remotamente por crackers que desejam retransmitir informações para servidores remotos ou para despistar possíveis rastreios em casos de invasão de computadores ou sistemas.

5) Phishing é a nova ameaça

Depois do famoso vírus “I Love You”, surgiu uma enorme gama de novos malwares que também traziam nomes atraentes, o que estimulava os usuários a clicarem em emails contaminados. Hoje os arquivos maliciosos vivem um período semelhante, mas a onda do momento é a prática do Phishing.



Fonte da imagem: Symantec

É necessário tomar muito cuidado, pois esses arquivos maliciosos são distribuídos disfarçados, geralmente com um design muito parecido com o original. É muito comum que usuários mal-informados acabem clicando sobre os links que redirecionam para endereços infecciosos. Lembre-se sempre de que bancos jamais enviam emails com links para alteração de cadastro ou informações parecidas.

6) Não é recomendado possuir mais de um antivírus

Pode parecer que utilizar dois softwares de proteção contra vírus é uma ótima ideia, mas a verdade é justamente o oposto. Em vez de duplicar a proteção, há dois problemas muito grandes que são originados com essa prática. O primeiro deles é a possibilidade do surgimento de conflitos entre os aplicativos, resultando em brechas no sistema.

O outro é menos prejudicial para os sistemas operacionais, mas também pode incomodar bastante. Devido ao grande volume de informações sendo computadas, há uma sobrecarga da memória RAM e também do processador, o que pode originar lentidão nas máquinas e até mesmo alguns travamentos, dependendo do caso.

Há como verificar arquivos online

Você já teve a sensação de estar com o computador infectado? Depois de varrer todo o computador, o seu antivírus disse que não há problemas e mesmo assim você ainda teme pela segurança da máquina? Então está na hora de conhecer algumas ferramentas online que garantem uma segunda opinião para seu sistema.



Com softwares de varredura online, é possível realizar uma verificação completa em seu computador, incluindo discos removíveis. Mas se a sua vontade é saber sobre algum determinado arquivo, a melhor escolha é o VirusTotal. Essa ferramenta (utilizada pelos analistas do Baixaki) verifica arquivos de até 100 MB com todos os principais antivírus da atualidade.

Atualizações são úteis

Você sabe para que servem as atualizações? É muito simples: quando um programa é desenvolvido, ele é criado com as aplicações de segurança necessárias para que os usuários sejam protegidos. O problema é que surgem novos arquivos maliciosos e então é necessário que as desenvolvedoras criem melhorias em seus sistemas: são as atualizações.

Isso não vale apenas para os antivírus, mas também para outros programas, principalmente aqueles que possuem conexão com a internet. Atualizando os aplicativos, você está evitando que várias brechas de segurança fiquem expostas em seu computador.

7) O melhor antivírus é você

Isso não deve ser novidade, afinal de contas, todas as dicas que demos neste artigo são relacionadas a cuidados na utilização. Mesmo assim, vamos ressaltar alguns pontos muito importantes. De nada adianta possuir antivírus poderosos se o usuário não os atualiza sempre que preciso. Também não adianta um firewall se não há cuidados com cliques.



Não é exagero dizer que nós somos os únicos antivírus realmente confiáveis que existem. Lembre-se sempre de seguir os passos de segurança para que você possa navegar tranquilamente pela internet. Mantenha sempre seus aplicativos atualizados e tome cuidado com o que visita. Sendo consciente, é muito difícil ser infectado

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Infográfico por Lanna Solci

Exclusivo: entrevistamos integrantes do Anonymous no Brasil


Mais do que um grupo, somos uma ideia". Nas últimas semanas, você deve ter lido diversas notícias relacionadas aos ataques conduzidos pelo grupo Anonymous, em represália ao fechamento do Megaupload pelo FBI. Entretanto, embora a briga seja internacional, grupos brasileiros, que também participam das ações, estão preocupados em agir diretamente em problemas nacionais.

Por email, entrevistamos representantes dos movimentos @iPiratesGroup e @AntiSecBrTeam, responsáveis pela manutenção da conta @AnonBRNews, no Twitter, que tem como propósito divulgar ações e informações sobre os ataques nacionais e internacionais realizados. Nesta semana, eles conduziram uma série de ataques contra instituições bancárias do país.

Segundo eles, ações no mundo virtual são apenas o começo, e o grupo planeja ganhar as ruas para fazer com que a ideia chegue a mais pessoas. "Não estamos aqui para agradar a ninguém, não estamos ligando se gostam ou não de nossas ações; o importante é que a mensagem está sendo passada". Confira na íntegra a entrevista.
Tecmundo: Desde quando existe o grupo e qual é a relação dele com o Anonymous? Vocês são independentes ou podem ser considerados um braço brasileiro do grupo internacional?

Anonymous não é um grupo, e sim uma ideia; grupo são apenas @iPiratesGroup e @AntiSecBrTeam, dos quais fazemos parte. O @AnonBRNews é apenas um Twitter para divulgar as ações do movimento Anonymous no Brasil, realizado por nós. Temos ligações com o Anonymous de outros países, conversamos praticamente todas as semanas, mas cada um cuida de seu país; só em algumas ocasiões fazemos operações internacionais, por exemplo, a #OPMegaUpload.

Tecmundo: Quais foram as principais ações realizadas até agora e quais objetivos propostos pelo grupo foram alcançados?

Noventa por cento das ações do movimento AntiSec no Brasil foram realizadas por nós. Nosso objetivo nos ataques é apenas chamar a atenção da população quando queremos passar uma mensagem ou fazer um protesto.

Tecmundo: Em um manifesto publicado recentemente, o grupo fala bastante sobre desigualdades sociais. Como o grupo pode influenciar diretamente e ajudar a modificar esse quadro?

Tentamos fazer as pessoas pensar no que ocorre no país, tentamos da nossa forma fazer isso; não somos crianças, todos aqui são maiores de idade e alguns são pais de família, portanto sabemos o que fazemos e não temos medo de nada. Se as pessoas quiserem nos ouvir e tentar fazer algo pelo país, tudo bem. Se não quiserem... Tudo bem também, pois quem perde são elas mesmas.

Tecmundo: Como surgiu a ideia de fazer as ações junto aos bancos brasileiros? Na opinião do grupo, de que maneira retirar os sites das instituições bancárias do ar pode ajudar a chamar atenção para a causa de vocês?

Nossas operações são organizadas meses antes da execução. Até então atacamos apenas sites ligados ao governo e etc... Nada que tivesse um impacto direto na vida da população, ao contrário de um site de banco, que muita gente usa. Atacando estes sites, afetaríamos diretamente as pessoas, assim fazendo com que elas procurassem saber o que estava acontecendo e o porquê disso estar acontecendo.

Tecmundo: Já é possível mensurar resultados nas ações do grupo, em especial no ataque junto aos bancos?

Sim, o resultado está sendo o esperado por nós. Muitas pessoas estão nos conhecendo e assim conhecendo a ideia Anonymous.

Tecmundo: Depois dessa semana de ataques, vocês têm outros planos para outras instituições?

Sim, mas não vou poder revelar isso no momento.

Tecmundo: Em notícias publicadas em nosso site com relação aos ataques aos bancos, alguns usuários se manifestaram de maneira contrária às ações, alegando que elas podem prejudicar pessoas inocentes. O grupo teme algum tipo de reação negativa por parte do público?

Não estamos aqui para agradar a ninguém, não estamos ligando se gostam ou não de nossas ações; o importante é que a mensagem está sendo passada. Quem quiser ouvir que ouça.

Tecmundo: Qual tem sido a repercussão das ações na mídia tradicional (em especial jornais e TVs), que tem maior alcance e audiência?

Desde ontem, quando atacamos o Itaú, as notícias vêm crescendo bastante, isso está sendo muito bom para o movimento, ajuda a divulgar a ideia.

Tecmundo: Ataques na internet viram notícia na rede, mas acabam saindo muito rápido da mídia. Quais são os objetivos que vocês pretendem alcançar em longo prazo, a principal consequência a partir de suas ações?

O objetivo não é apenas ficar no mundo online, digamos assim. Anonymous é muito mais que ficar na internet, Anonymous é uma força que não pode se limitar ao mundo virtual. Estamos planejando ações que irão acontecer nas ruas, assim nossa ideia chegará a mais pessoas.

segunda-feira, dezembro 5

SIS


SIS identificou dois hackers do LulzSec

O Serviço de Informações de Segurança (SIS) já terá identificado dois suspeitos de participarem nos ataques levados a cabo pelo grupo de hackers LulzSec Portugal contra várias entidades públicas.


De acordo com o Público, os dois jovens moram na zona de Sintra e terão sido identificados após investigações dos serviços de inteligência nacionais a membros do grupo de hackers.

A informação recolhida pelos agentes do SIS foi enviada para investigadores da PJ, que receberam do Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) a missão de apurar a autoria dos ciberataques levados a cabo pela delegação portuguesa do LulzSec.

As autoridades acreditam que, a partir da identificação destes dois hackers, outros possam vir a ser localizados.

A identificação dos dois hackers terá levado, de resto, o LulzSec a lançar uma retaliação contra o site do próprio SIS, que ontem terá sofrido perturbações no funcionamento.



O ataque ao SIS terá sido apenas um dos levados a cabo no âmbito da operação #AntiSec PT, que teve ainda como alvos os sites do Banco de Portugal, Caixa Geral de Depósitos, Ministério da Economia, entre outros. Nos dias anteriores, o LulzSec Portugal tinha atacado a Rede Nacional de Segurança Interna e o site da Assembleia da República. A maioria dos ataques recorreu a ferramentas de negação de serviço.

Em declarações reproduzidas pela Antena 1, Miguel Macedo, ministro da Administração Interna, fez saber que já tomaram medidas de contingência para evitar que estas vagas de ataques venham causar danos nos serviços considerados mais críticos.